terça-feira, 20 de março de 2012

Somente em um terço dos hospitais se lavam as mãos

Uma pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostra que somente 30,7% dos hospitais têm taxa de adesão à higiene das mãos superior a 70%. A higienização, seja lavar com água ou uso do álcool em gel, é a maneira mais eficaz e barata de reduzir casos de infecção hospitalar.
Dos 901 hospitais com dez ou mais leitos de unidade de terapia intensiva participantes da pesquisa, em 85 deles a adesão é maior que 70%, percentual considerado ideal por especialistas. Em 130 instituições, a taxa varia de 40% a 70%.
De acordo com o levantamento, grande parte das unidades de saúde dispõe de estrutura para a limpeza das mãos, como pias com sabonete e toalhas descartáveis nos leitos. Também foi constatado que 99% têm fornecimento contínuo de água limpa e 53% possuem álcool em gel disponíveis em enfermarias.
Os programas de capacitação e monitoramento dos profissionais sobre a higiene das mãos aparecem em menor quantidade, o que pode explicar a baixa adesão. O diagnóstico revela que 68% das unidades não têm orçamento exclusivo para treinamento em higienização das mãos, menos de 40% têm programa regular de treinamento dos médicos e enfermeiros e em 66% deles não há observadores para aferir a adesão à higienização.
Para o coordenador de Infectologia Hospitalar da Sociedade Brasileira de Infectologia, Eduardo Medeiros, capacitar é o caminho para disciplinar a prática de lavar as mãos. “Ele [profissional de saúde] não é igual a um funcionário de uma fábrica, fica exposto a muita pressão e questões emocionais. A instituição precisa investir em capacitação constante. Os médicos e enfermeiros são pessoas bem formadas, mas a higienização deixa a desejar mesmo entre esses profissionais”, disse.
Medeiros sugere que os hospitais devem usar estratégias para estimular a adesão, como premiar profissionais ou áreas onde a higiene das mãos é um hábito frequente.
Na maioria dos hospitais (77%), o profissional não tem retorno sobre os efeitos da prática, por exemplo, no controle das infecções. “É fazer a enfermeira e o médico receber os dados do ato de higienização. Ele vai saber se precisa melhorar ou se está cumprindo sua tarefa”, disse Diana de Oliveira, gerente-geral de Tecnologia em Serviços de Saúde da Anvisa, em entrevista à TV Brasil.
De maio a dezembro de 2011, a Anvisa colocou à disposição o questionário, para avaliar a situação da prática de higienizar as mãos nos hospitais. A participação na pesquisa era voluntária. Há representantes de todos os estados e do Distrito Federal no levantamento. Do total de unidades de saúde que responderam o formulário, 320 eram de São Paulo.
Carolina Pimentel - Agência Brasil

Livros infantis para deficientes visuais são distribuídos a escolas e bibliotecas públicas do país

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Dez novos títulos de livros infantis em braille e letras em alto relevo estão sendo distribuídos para 5 mil bibliotecas, escolas e organizações de todo o país, por meio da Fundação Dorina Nowill para Cegos em parceria com a Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil.
A primeira tiragem dos livros, de 35 mil exemplares, teve o apoio de empresas privadas. Os autores e ilustradores tiveram a orientação dos profissionais especializados da fundação para criar histórias e desenhos que pudessem ser reproduzidos com letras ampliadas em braille e imagens divertidas em relevo, para permitir que crianças cegas e com baixa visão lessem livros.
De acordo com a gerente-geral de Operações da Fundação Dorina Nowill, Susi Maluf, o projeto é acessível para todos. “Mais que promover o acesso à informação, o importante também é produzir livros que sejam totalmente inclusivos. Os livros precisam atender tanto à pessoa que não enxerga quanto à que enxerga”.
Os organizadores do projeto pretendem lançar, no segundo semestre, novas tiragens de livros com recursos de acessibilidade. A gerente operacional da fundação revela que o próximo passo será a audiodescrição. "Esse recurso transforma as imagens em palavras. Enquanto a pessoa passa a mão na figura em relevo, vai ouvir o que ela representa".
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem mais de 6,5 milhões de deficientes visuais no Brasil. As obras também estão disponíveis no site da fundação.
Agência Brasil

Projeto Rondon recebe até 30 de março inscrições para próxima ação em municípios isolados

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O Projeto Rondon abriu inscrições para instituições de ensino superior que queiram participar das operações no meio deste ano. As inscrições estarão abertas até 30 de março e o projeto ocorrerá entre 6 e 29 de julho.
As universidades e faculdades interessadas terão que elaborar uma proposta de trabalho citando as ações do Conjunto A (cultura, direitos humanos e justiça, educação e saúde) ou do Conjunto B (comunicação, meio ambiente, tecnologia e produção e trabalho), detalhadas no edital.
As instituições que participam pela primeira vez deverão realizar cadastro no sistema. No momento da inscrição, serão pedidos o comprovante de credenciamento como instituição de ensino superior nas instâncias competentes e a relação dos projetos de extensão desenvolvidos. Entidades que participam do projeto desde julho de 2011 deverão utilizar o mesmo login e senha para o envio das propostas de trabalho. As propostas deverão ser enviadas pelo site www.defesa.gov.br/projetorondon.
O Projeto Rondon é uma ação do governo federal coordenada pelo Ministério da Defesa e tem como missão permitir que estudantes universitários e professores participem de processos de desenvolvimento local sustentável e de fortalecimento da cidadania, em municípios mais isolados e carentes do país.
O ministério encarrega-se de oferecer aviões, barcos e helicópteros das Forças Armadas para o transporte dos voluntários.
Agência Brasil

Evangélicos trazem ao debate possibilidade de "curar" homossexuais com discussão de proposta de lei

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Se existem inconstitucionalidades explícitas na proposta de lei que pretende mudar uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), para permitir que psicólogos possam atuar na chamada “cura gay”, caberá ao Congresso Nacional decidir. Mas o objetivo da bancada evangélica de pautar novamente o velho debate na Câmara dos Deputados foi atingido. A proposta, de autoria do presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), deverá pautar as discussões da Comissão de Seguridade Social e Família ainda no primeiro semestre, em uma, duas ou até mais audiências.
Trata-se de um projeto de decreto legislativo que tem por objetivo abolir dois dispositivos aprovados em 1999 pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). Um das normas contestadas pelo Legislativo veta a participação dos psicólogos em atividades públicas que reforcem preconceitos sociais. Além disso, o projeto apresentado pelos evangélicos tem o objetivo de suprimir o parágrafo único da resolução do conselho que diz que “os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”.
No fim do ano passado, foi apresentado requerimento de audiência pública pelo relator do projeto, deputado Roberto de Lucena (PV-SP), que havia elaborado parecer em favor da aprovação da proposta. Geralmente, as audiências públicas servem para instruir o relator em seus pareceres e são feitas antes de o relatório ser apresentado. Nesse caso, houve uma inversão do trâmite. Lucena se justificou dizendo-se surpreendido pela polêmica sobre o assunto, daí a decisão de pedir as audiências, mesmo depois de já ter elaborado seu parecer.
“Fiquei muito honrado pela oportunidade e confiança de relatar essa proposta e meu voto foi pela aprovação. Só que me dei conta da complexidade da matéria, da polêmica que envolve esse assunto. Recebi vários e-mails e telefonemas em meu gabinete, de pessoas que são a favor e também de entidades representativas da sociedade que defendem a causa gay. Por isso, decidi pedir a audiência para ouvir todo mundo”, disse. “Vou para a audiência como uma folha de papel em branco.”
Embora os dispositivos do CFP contestados pelo projeto falem explicitamente de cura da homossexualidade, o relator defendeu-se dizendo que a proposta não abrirá espaço para considerar a homossexualidade uma doença. “Essa proposta em nada tem a ver com a cura gay. Isso foi uma distorção da imprensa. Nem o autor e nem eu tratamos a homossexualidade como doença. O que queremos é que não seja negado a ninguém, ao homossexual, ao heterossexual, ao bissexual e até ao assexuado, o direito de um auxílio profissional. Queremos que os psicólogos não sejam impedidos de atender uma pessoa que tenha desejo de mudar”, destacou o relator.
O projeto foi apresentado no ano passado, mas a ideia não é nova na Câmara dos Deputados e, invariavelmente, volta à baila pelas mãos da bancada evangélica. Em 2005, o então deputado federal Neucimar Fraga (PL-ES), também integrante da bancada, tentou convencer os 52 parlamentares da Comissão de Seguridade Social e Família a aprovarem sua proposta que garantia o “tratamento” pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Na época, Neucimar chegou a coletar histórias de homens que diziam-se curados da homossexualidade depois que tiveram ajuda de profissionais ou de religiosos. Ele ainda ressaltou que a proposta tinha o objetivo de garantir tratamento gratuito para quem “volutariamente” se apresentasse para ser curado.
Agora, a justificativa apresentada no projeto, pelo deputado João Campos, passa questionamento da competência do CFP em ditar as regras para o exercício da profissão. No texto, o deputado acusa o conselho de usurpar uma competência que é do Legislativo, a de fazer as leis. Além disso, o texto alega que o CFP restringiu o trabalho do psicólogo e o “direito da pessoa de receber orientação profissional”.
“O Conselho Federal de Psicologia, ao restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional, por intermédio do questionado ato normativo, extrapolou o seu poder regulamentar. O Conselho Federal de Psicologia, ao criar e restringir direitos mediante resolução, usurpou a competência do Poder Legislativo, incorrendo em abuso de poder regulamentar, com graves implicações no plano jurídico-constitucional”, diz o texto.
Luciana Lima - Agência Brasil

O leninismo caboclo se rende ao imperialismo!

Como sabia Lênin, todo processo revolucionário tem o momento de "que fazer". A resposta, nesse caso, foi óbvia: "Vamos ao MCDonalds"
Como sabia Lênin, todo processo revolucionário tem o momento do "que fazer". A resposta, nesse caso, foi óbvia: "Vamos ao McDonald's"
  
Vi a foto no Blog do Aluizio Amorim. É claro que tem a sua graça. Um fila de companheiros do MST aguarda a sua vez para comer, sei lá, um McLanche Feliz, que dá brinde. João Pedro Stedile já foi mais cioso da integridade ideológica de seus pares. Quando vejo a revolução socialista fazendo fila para ser servida no McDonald’s,  expressão máxima do imperialismo, meu lado panfletário se atiça, hehe.
Mas eu compreendo. O atendimento é rápido, o socialismo não pode esperar, e só resta aos companheiros usar as armas do inimigo: os lanches!
Reinaldo Azevedo - Veja 

QUEREM LEGALIZAR O ABORTO SEM QUE A POPULAÇÃO FIQUE SABENDO. OU: OS PROGRESSISTAS ADERIRAM À EUGENIA! FAZ SENTIDO: NA ORIGEM, SÃO IRMÃOS SIAMESES DO FASCISMO!

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A cada vez que se pensa em fazer reformas no Brasil, é bom botar as barbas de molho. O risco de que as coisas piorem é gigantesco. Vejam o caso da reforma política. O que se gestou é muito pior do que o que se tem hoje.  O debate sobre a atualização do Código Penal segue por essa trilha infeliz. De maneira sorrateira, vigarista, a tal Comissão de Juristas, que elaborou uma proposta para ser debatida no Senado, propôs a legalização do aborto, ainda que dê à coisa outro nome. Os valentes querem o Artigo 128 com esta redação:
Art. 128. Não há crime se:
I - se houver risco à vida ou à saúde da gestante.
II - a gravidez resulta de violação da dignidade sexual, ou do emprego não consentido de técnica de reprodução assistida;
III - comprovada a anencefalia ou quando o feto padecer de graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida independente, em ambos os casos atestado por dois médicos.
IV - por vontade da gestante até a 12ª semana da gestação, quando o médico constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade.
§ 1º Nos casos dos incisos II e III, e da segunda parte do inciso I, o aborto deve ser precedido de consentimento da gestante, ou quando menor, incapaz ou impossibilitada de consentir, de seu representante legal, do cônjuge ou de seu companheiro.
A Constituição garante a proteção à vida desde a concepção. A proposta dos bacanas a nega. Logo, ela transgride a Constituição. E daí? Não nos faltariam feiticeiros para afirmar, sei lá, que “o espírito da Carta” autoriza tal prática. Vocês sabem o que penso sobre o aborto. É claro que outras pessoas têm o direito de defender o contrário.  Que, então, defendam! Mas aí lhes falta coragem. Querem meter a mudança goela abaixo da população sem nem mesmo ter o trabalho de defender um ponto de vista.
Ora, releiam o texto acima. Basta que a mulher queria abortar e seja convincente ao demonstrar “que não tem condições psicológicas”, tudo bem! O aborto será feito.
Atenção para a malandragem: o argumento mais forte dos abortistas é o chamado “direito que a mulher tem sobre seu corpo”. É o valor implícito no texto acima.Reparem que não existe homem na jogada; não existe pai. Bastaria que a mulher se entendesse com os médicos.
O Supremo vai decidir sobre os casos de anencefalia em breve. Afirmei aqui há dias, podem procurar no arquivo, que isso abriria o caminho para toda sorte de horrores. E abrirá. O conceito de “vida independente” é muito vago. Sob muitos aspectos, um indivíduo com Síndrome de Down, por exemplo, não tem uma “vida independente”. Precisará sempre de um monitoramento. Curioso, não? Os “progressistas” chegaram bem depressa à eugenia. Faz sentido. A história demonstra que são irmãos siameses dos fascistas.
Noves fora, o que vai acima se reduz ao seguinte: se a mulher falar que não quer a gravidez de jeito nenhum, faz-se o aborto. Ou será que caberia aos médicos e psicólogos esta improvável decisão: “Bem, ela rejeita a gravidez, não quer o filho de jeito nenhum, deixou claro que o bebê será um transtorno em sua vida, mas nós achamos que ela tem condições psicológicas, sim!”? Acho que isso não acontecerá.
Luiz Carlos Gonçalves, relator da Comissão do Código Penal, que já havia chamado outro dia o aborto de “método contraceptivo”, o que é um absurdo, falou ao Jornal Nacional. Prestem atenção: ”O médico diagnostica essa situação de desespero, de extrema gravidade, na qual a gestante não teria a menor condição de levar à frente a gravidez ou a maternidade em razão dessas situações psicológicas. Imagine, por exemplo, a pessoa que é viciada em crack e que nem sabe como engravidou…”
Imagino, sim! Acho que isso abre as portas não só para o aborto, não é? Por que não esterilizá-las, de vez, como os nazistas faziam com os fracos, os idiotas, os doentes?
Aborto pós-nascimentoHá dias, fizemos aqui um debate sobre uma proposta de dois especialistas, que defendem a legalização do infanticídio. Chamam a isso de “aborto pós-nascimento”. Como escrevi aqui, eles não deixam de ter razão quando afirmam que o status moral do feto e do recém-nascido é o mesmo; se um pode ser morto (e eles acham que pode), por que não o outro? Feto é coisa! Recém-nascido é coisa!
Goela abaixoAos poucos, as propostas contidas no “Plano Nacional-Socialista de Direitos Humanos” vão sendo apresentadas. Pretende-se legalizar o aborto no país sem que a sociedade seja chamada a dizer o que pensa a respeito.
Atenção, caras e caros, isso é uma tática para ganhar a opinião pública. Aos poucos, os “progressistas” pretendem deslocar uma posição majoritariamente contrária ao aborto para um ponto de maior tolerância — até que haja, tudo dando certo, uma maioria a favor do aborto.
Por um tempo ao menos, caso essa mudança seja aceita, viveremos a situação esdrúxula de ter uma lei que criminaliza o aborto — exceto no caso de a grávida querer o… aborto! Logo… A propósito: e se uma mulher quiser, a todo custo, interromper a gravidez, mas não o pai da criança? Ora… O pai só passa a ter direito a uma opinião depois de nascida a criança… E isso num país em que a paternidade irresponsável é um problema grave.
Este será um excelente debate. Vamos ver como vão se posicionar os digníssimos parlamentares. Neste exato momento, existem ONGs, lobbies e especialistas em opinião pública fartamente financiados por entidades estrangeiras pró-aborto encarregados de plantar notícias favoráveis à mudança do Código. Tentarão evitar ao máximo a palavra “aborto” — “legalização do aborto”, então, nem pensar! Falarão na “saúde da mulher” e na “proteção à gestante”. O feto será apenas uma “coisa”; é preciso retirar dele quaisquer atributos humanos para que se possa eliminá-lo sem polêmicas — tática usada pelos apologistas do infanticídio.
Notem que já há alguns dias a ministra Eleonora Menicucci (Mulheres) aparece como vítima no noticiário, pobrezinha! Na ONU, ela teria levado uma carraspana de “especialistas”, que estariam a exigir, como se pudessem fazê-lo, que o Brasil modernize a sua legislação sobre o assunto. Agora, será tratada como alguém silenciada por Marcelo Crivella, que seria a garantia, junto à bancada evangélica, de que o governo não tomará medidas para legalizar o aborto.
Na ONU, a propósito, Eleonora disse que caberia ao Congresso tomar as medidas. Este mesmo Congresso que agora passa a ser pressionado por essa reforma do Código Penal, que conta com apoio maciço da imprensa. Para variar, essa gente não percebeu que do mesmo manancial de que sai a legalização do aborto (e do qual derivou a perseguição aos crucifixos) pode sair a censura à imprensa. Debate-se um projeto de sociedade, não uma medida pontual. Os fetos não vão protestar. Este será sempre um confronto entre não-abortados, não é?, pouco importa de que lado se esteja. 
Reinaldo Azevedo - Veja 

Pernambuco comemora vitória de samba-enredo sobre Gonzagão no RJ

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Em Pernambuco, a vitória da escola de samba Unidos da Tijuca, com o enredo sobre Luiz Gonzaga, foi comemorada por toda parte. Na pequena cidade de Exu, no Sertão, os conterrâneos de Gonzagão não falam em outro assunto. Emoção e orgulho tomaram conta da cidade desde o desfile e mais ainda na divulgação do resultado. Debaixo de um juazeiro, a conquista foi comemorada ao som de uma animada roda de sanfona – do jeito que Gonzagão gostava. "Isso é uma prova de que Luiz Gonzaga envolve todos os segmentos de cultura. É carnaval, samba, pagode, rock, soul...", diz o sanfoneiro Joquinha Gonzaga, sobrinho do mestre.

No Recife, a sanfona ditou o ritmo da comemoração num encontro de 25 sanfoneiros e vários sambistas no bar Arre Égua, conhecido reduto do forró na capital pernambucana, na Cidade Universitária. Eles cantaram juntos o samba-enredo da Unidos da Tijuca, com o boneco gigante do Rei do Baião como convidado especial . “Luiz Gonzaga foi uma estrela tão forte no Nordeste que a prova tá aí”, disse o sanfoneiro Camarão.

O mestre Dominguinhos acompanhou do Recife o desfile da Unidos da Tijuca e gostou do que viu. "Devido a Gonzaga ter chegado no Rio de Janeiro muito novo e começado toda a carreira dele, os ambientes por onde passou, onde tentou tocar, se perpetuar como sanfoneiro... Foi no Rio de Janeiro. Eles acertaram em cheio fazendo essa homenagem", afirmou.

A escola de samba Unidos da Tijuca não conquistou apenas ele, mas os jurados também. Por um décimo, a agremiação não obteve a pontuação máxima, de 300 pontos. Mas ficou com o primeiro lugar do grupo especial do carnaval carioca. Na Marquês de Sapucaí, 3.600 componentes ajudaram a contar a história do pernambucano nascido em Exu e que completaria 100 anos de vida em dezembro. Em cada fantasia, em cada carro alegórico, um pouco de Luiz Gonzaga e do amor que ele sentia pelo Sertão e sua cultura.

A partir das 20h, na Sala de Reboco, o cantor Toinho do Baião recebe Maciel Melo, Josildo Sá, Genaro e Beto Hortis para um show em homenagem ao Rei do Baião. Os ingressos custam R$ 20.
G1-PE

Luiz Gonzaga coroado no sambódromo

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O carnavalesco Paulo Barros, mais uma vez, confirmou seu favoritismo ao título do carnaval pela Unidos da Tijuca. Com um desfile cheio de surpresas, o carnavalesco brindou o público com um espetáculo para deixar qualquer um boquiaberto. Até mesmo os jurados (do último modulo), que normalmente se mantêm impassíveis, aplaudiram de pé a passagem do último carro e também do próprio Paulo Barros na Avenida.

Com o enredo "O dia em que toda a realeza desembarcou na Avenida para coroar o rei Luiz do Sertão", a Tijuca conseguiu transportar a plateia para o Nordeste de Luiz Gonzaga, com suas alas e carros criativos. Paulo Barros, que nos dois últimos carnavais retratou temas mais abstratos, disse que a mudança no estilo do tema não afetou o trabalho.

Um dos pontos altos foi a comissão de frente, chamada de "O rei mandou tocar o fole!", que arrancou gritos de "é campeã". Os integrantes carregavam uma sanfona que se abria. De lá, eles tiravam uma espécie de tubo sanfonado, onde podiam se esconder e fazer diferentes movimentos. Mas a grande surpresa ficou por conta da aparição de um Luiz Gonzaga, que saia de dentro de uma grande mola colorida, a alma da sanfona. O público foi ao delírio.

"A gente sair de uma coisa temática para uma biográfica foi um acréscimo. Ensaiamos durante três meses, todos os dias, por quatro horas. E na fase final, ainda intensificamos os ensaios", disse a coreógrafa Priscilla Mota, afirmando que a pressão para fazer algo diferente foi muito maior ano passado.

As alegorias vivas, uma das maiores características de Paulo Barros, também se fizeram presentes, como no terceiro carro: "Do barro, se fez a vida". Alguns bonecos de mestre Vitalino faziam movimentos sincronizados com pequenas sanfonas, enquanto outros ficavam em cima de enormes gangorras. O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira também veio como bonecos de barro.

O abre-alas foi outro que chamou atenção. Não apenas pelo inusitado desembarque dos vários reis que coroaram o Gonzagão na Marquês de Sapucaí, mas também pela homenagem a Joãosinho Trinta, que morreu em dezembro passado. Durante o desfile, os integrantes da alegoria levantavam uma faixa que lembrava o carnavalesco.

No último carro, mais uma alegoria viva. Uma grua levava um Luiz Gonzaga bem perto dos espectadores, enquanto integrantes do carro, caracterizados como asa branca, saiam de três grandes bolos negros.

A bateria do mestre Casagrande também animou, misturando forró com samba. Rosinha Gonzaga, filha de Luiz Gonzaga, desfilou na ala da diretoria em sua estreia na Avenida.

— É minha primeira vez na Marquês de Sapucaí. É um momento muito especial para todos nós, e agradecemos à escola pela linda festa — comentou.

Daniel Gonzaga, filho de Gonzaguinha, neto de Luiz Gonzaga, também desfilou na Sapucaí:

— É muito bacana uma escola carioca homenagear o meu avô. O desfile abre um ano especial, do centenário dele.

NEY VITAL - ESTADÃO

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Escolas de Samba homenageiam o Nordeste

Por diferentes temas, escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo vão levar o Nordeste para a avenida neste carnaval. Os enredos irão, de alguma forma, lembrar a rica e diversificada cultura nordestina. Confira:

Rio de Janeiro
Unidos da Tijuca
Homenagem a Luiz Gonzaga
Enredo: “O dia em que toda a realeza desembarcou na Avenida para coroar o Rei Luiz do Sertão”
Desfile na segunda-feira, 20, 1h20*.

Acadêmicos do Salgueiro
Homenagem à Literatura de Cordel
Enredo: “Cordel branco e encantado”
Desfile na segunda-feira, 20, 23h10.

Imperatriz Leopoldinense
Homenagem a Jorge Amado
Enredo: "Jorge, Amado Jorge"
Desfile no domingo, 19, 23h10.

Beija-Flor de Nilópolis
Homenagem à cidade São Luís (MA)
Enredo: "São Luís, o poema encantado do Maranhão"
Desfile no domingo, 19, às 2h25.

Portela
Homenagem às Festas Baianas e à Clara Nunes
Enredo: “E o povo na rua cantando. É feito uma reza, um ritual...”
Desfile no domingo, 19, às 22h05.

Renascer de Jacarepaguá
Homenagem ao artista plástico pernambucano Romero Britto
Enredo: “O artista da alegria dá o tom na folia”
Desfile no domingo, 18, às 21h.





São Paulo

X-9 Paulistana
Homenagem ao sertão brasileiro e ao Rally dos Sertões
Enredo: "Trazendo para os braços do povo o coração do Brasil... A X-9 Paulistana num grande rally desbrava os sertões dessa gente varonil"
Desfile na sexta, 17, 1h.

Mocidade Alegre
Homenagem a Jorge Amado e ao livro Tenda dos Milagres
Enredo: "Ojuobá. No céu, os olhos do rei. Na terra, a moarada dos milagres... No coração, um obá muito amado"
Desfile no sábado, 18, às 1h.

Gaviões da Fiel
Homenagem ao ex-presidente Lula
Enredo: “Verás que o filho fiel não foge à luta - Lula, o retrato de uma nação”
Desfile no sábado, 18, 4h.



(*Os horários referem-se à previsão de início do desfile da escola)

luzdefifo