domingo, 27 de novembro de 2011

Empresário orienta empreendedor a buscar dinheiro 'barato'

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Quem tem o projeto de abrir um negócio próprio mas não possui capital, deve pensar em formas mais acessíveis de conseguir empréstimo, deixando os bancos como última opção. Esta é a opinião do empresário Gustavo Ziller, um dos criadores da rádio OI FM e fundador da Aorta, empresa desenvolvedora de aplicativos, tecnologia e novas mídias, que participou de chat do G1 sobre empreendedorismo nesta segunda-feira (21).
"Existem hoje vários institutos de acesso a capital", destacou. "Aconselho a sempre ficar atento aos editais do BNDES, da Fiesp, procurar o Sesc, essa é a alternativa de dinheiro mais barato que há, depois dos familiares."
Ziller abriu sua primeira empresa, uma produtora de vídeo, "financiado" por parentes. "Se você conseguir pegar da família, é o dinheiro mais barato que existe. Eu comecei desta forma."
1 - Quando é feito o desenvolvimento de uma nova tecnologia, qual é a melhor forma de inseri-la no mercado? A publicidade pode ser um dos caminhos? (Raul Passos)
Se você está criando algo inovador, a primeira coisa a ser identificada são os focos, as comunidades que estão trabalhando com a mesma coisa que você faz ou com coisas parecidas, para circular essa ideia dentro dessas comunidades. Hoje na web você tem diversos fóruns de discussão em tecnologia, inclusive faculdades de ponta aqui do Brasil, com Unicamp, USP, UFMG, e faculdades de fora, como Stanford, Harvard, têm esse fóruns para essas discussões. Normalmente essas pessoas são o que a gente chama de “antenas”, que pegam isso e divulgam com maior rapidez.

2 - Qual segmento hoje dá mais garantias de dar certo e prosperar? (Estela Gomes)
Se você vai abrir um negócio, a sua pergunta deve ser outra, não qual é o melhor segmento, mas como abrir o melhor negócio para este segmento. Se você começar fazendo esta pergunta, você vai fazer um bom negócio, independentemente de qual segmento seja.

3 - Como conseguir capital para abrir um negócio? (Francisco)
Se você conseguir pegar da família, é o dinheiro mais barato que existe. Eu comecei desta forma. Eu cometi um erro – hoje eu enxergo isso muito bem – que foi fazer isso com muita informalidade. Eu acho que a formalidade deve existir (...); fazer um contrato, prever o retorno deste investimento ou retorno do empréstimo, se for um empréstimo, acho que tem ter um pouquinho mais de formalidade.
O dinheiro mais caro é o empréstimo bancário, sem dúvida é o dinheiro mais caro para você começar um negócio, eu não aconselho a você, de cara, entrar num empréstimo bancário. O banco, depois, pode ser um grande parceiro da sua empresa, mas eu acho que depois que você tiver mais capital, mais faturamento para conseguir negociar a melhor taxa. Até isso acontecer, eu acho perigoso você já contrair um empréstimo para financiar o caixa da sua empresa desde o início.
O melhor caminho mesmo são os familiares e o que a gente chama de investidores “anjos” – um conceito muito forte no exterior. No Brasil esse conceito ainda é muito novo. Consiste em encontrar pessoas que acreditam no empreendedor, na ideia, no projeto.

4 - Como fazer para lidar com sócios que também são seus amigos? E quando, ao invés de sócios, são subordinados? (Ricardo Prado)
Eu não tenho esse talento de separar amizade, família e negócios – e isso é ruim. Eu tive que trazer pessoas para dentro do time que conseguem fazer este discernimento e nessa hora assumem aquele momento da negociação ou para onde a empresa está indo. Eu não sou a melhor pessoa para fazer isso. Quando você tem essas pessoas que te ajudam, aí você vai em frente, mas é complicado.
Tanto que um dos maiores dilemas dos grandes empresários hoje no Brasil é a questão da sucessão.

5 - Quais as melhores opções de empresas de prestação de serviços de olho na Copa de 2014? (Geron)
Não pode pensar só na Copa, não. Tem que pensar na Copa, na Copa das Confederações, que é antes, nas Olimpíadas do Rio, que é em 2016, e como vários estudos estão apontando, você tem que pensar nos próximos dez anos. A “enxurrada” de turistas vai crescer, assim como o consumo das classes C e D. (...) Quando você pensar em prestação de serviços, pensa no básico para o seu consumidor, porque público vai ter para tudo.

6 - Quais os cursos mais importantes para se fazer quando você tem o próprio negócio? (Renato Fenix)
O principal é você, depois de definir o seu negócio, a sua linha, é procurar se aliar com pessoas que já tiveram sucesso naquilo. Ou então, procurar faculdades e cursos de especialistas, MBAs de gestão de negócios. O primeiro caminho é a gestão de negócios. No meu caso, eu sou formado em Publicidade, e tenho especialidade em produção de rádio. O papel que me cabe dentro da sociedade, que é buscar novos negócios e buscar venda comercial, não existe faculdade para isso. Está no sangue ou não está.
Aí é o dia a dia mesmo, se aliar com pessoas que conseguem fazer isso de forma melhor.
Se o seu negócio é gestão de empresas, operação, cuidar de processo, aí vai precisar correr atrás de uma formação técnica. Existem MBAs e faculdades excelentes no Brasil, que inclusive estão ranqueadas entre as melhores do mundo.

7 – Como posso estruturar uma empresa de consultoria que tem só a mim como funcionário? (Leandro Santos)
Na parte técnica, que é abrir a empresa, é normal como qualquer outra. Uma consultoria você vai abrir como uma fábrica ou um bar. Procure um bom contador, para te ajudar juridicamente.
Agora, de fazer disso um negócio, realmente é um desafio. Porque no Brasil a gente tende a achar que um consultor é uma pessoa que não está trazendo valor para o seu negócio. Pelo contrário, ele traz muito valor e consegue te apontar caminhos que você não estava pensando antes.
Ele pode procurar consultorias da sua área, tentar o modelo de negócios que eles praticam e liga, pede opinião, tenta fazer entrevista, aí talvez encontre um modelo de negócio.

8 – Para ser um bom empresário é necessário ser formado em Administração ou dá para ter outros tipos de conhecimentos em cursos rápidos? (Jéssica)
Hoje empreendedor pode ser artista plástico, músico. Empreender não tem nada a ver com formação, tem a ver com você querer ter seu próprio negócio, querer sustentar esse negócio. Ter ideia todo mundo tem. Ideia é diferente de negócio, de ter empresa e ter um negócio de fato. Se você tem esse talento, vá e tenha o seu negócio.

9 – Quais as possibilidades e dificuldades de abrir um negócio sem capital próprio. Existe um nível máximo tolerável para se usar capital de terceiros na formação da empresa?(Rafael Barbosa)
Vou responder dando alguns exemplos. O fundador da Centauro, cadeia de lojas de artigos esportivos, começou abrindo a primeira loja com US$ 10,5 mil na época. O fundador da Localiza, rede de aluguel de carros, começou alugando sete Fuscas que foram financiados simultaneamente em sete bancos diferentes, para o financiamento ser aprovado.
Depende muito. Não existe fórmula de sucesso. No meu caso, eu comecei empreendendo com uma produtora de vídeo, que está no mercado até hoje. A gente se financiou “vendendo” esse sonho para os nossos familiares.
Existem hoje vários institutos de acesso a capital. Aconselho a sempre ficar atento aos editais do BNDES, da Fiesp, procurar o Sesc, essa é a alternativa de dinheiro mais barato que há, depois dos familiares.

10 – Como faço para criar um protótipo do meu produto? Existe algum lugar para fazer isso? (Leonardo Nunes)
No nosso caso, que é tecnologia, existem hoje várias ferramentas na web que você consegue criar um protótipo e ver um simulador na sua tela funcionando.
Se o seu protótipo é para a indústria naval, aeronáutica, automotiva, você vai precisar se auxiliar com as pessoas que já fizeram isso. Eu acho que esse é um grande caminho: sempre pensar em se apoiar com pessoas que já realizaram. A gente tem a tendência de achar que alguém vai roubar nossa ideia, isso não existe. Hoje o mercado brasileiro está tão maduro em relação a negócios e o empresário hoje tem foco.

G1 - SP

Empresários orientam como ter a própria empresa

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Empresários que já passaram pela experiência de abrir uma empresa e mantê-la próspera e saudável responderam perguntas de leitores que sonham em ter um negócio próprio, como parte das atividades da Semana Global do Empreendedorismo.
Foram selecionadas questões enviadas por leitores, que foram respondidas pelos seguintes empresários: Rodrigo Azevedo, criador do Comunique-se; e Helio Katanosaka, da empresa de tecnologia da informação Tech4b.
1) Gostaria de saber quais as possibilidades, e dificuldades, de se abrir um negócio sem capital próprio. Existe um nível máximo tolerável para utilização de capital de terceiros na formação da empresa? (Pergunta enviada por Rafael Barbosa)
Resposta do Hélio: Se o plano de negócio for consistente, mostrar diferencial, tiver potencial de crescimento, e você apresentar credenciais de que pode realizá-lo, existem investidores chamados “anjos”com disposição de investir, porém neste caso, você abrirá mão de parte da empresa. Nestes casos o melhor seria buscar “anjos” mais próximos, como pai, mãe, família.

2) Minha vontade é trabalhar com prestação de serviço para empresas na área de informática e vendas. Eu já até tenho a empresa, mas não foi pra frente. Em licitações de prefeituras é impossível. Mas como eu poderia oferecer o serviço para empresas particulares? (Pergunta enviada por Klayton Silva)

Resposta do Hélio: Serviços de manutenção de computadores virou commodity, ou seja, comum: o diferencial está na capacidade de atendimento e preço ea  escala conta muito neste segmento. Daí a dificuldade de se estabelecer novas empresas de porte pequeno, a concorrência está ocorrendo entre grandes corporações. De qualquer maneira faça um plano de negócios, verifique o mercado que você quer atuar, os seus diferenciais, a concorrência e, quem sabe, você pode criar uma empresa de nicho.

3) Vou aposentar como professora, mas sempre tive um sonho de ter minha própria escola, mas diferente, sem compromisso com curriculos e formalidades. Um lugar onde seja gostoso aprender. Meu marido é professor de educação física, minha filha pedagoga, e minha irmã artista plástica. Tenho pessoal e sócios, mas não tenho dinheiro. Por onde começar? (Pergunta enviada por Ana Paula)
Resposta do Hélio: Ana Paula, entendi que você não possui capital suficiente para iniciar, certo? Sendo isto, vale a pena montar um plano de negócio, verificar o mercado potencial, as concorrências, fazer um estudo dos custos necessários e ver qual montante é necessário para abrir este negócio. Não esqueça das questões legais, de segurança, pedagógicas (este mercado está bem regulamentado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC).

Discuta com os sócios qual será a participação de cada um no investimento e se será necessário buscar capital externo. Como os sócios, além de investidores de capital, também terão função dentro da organização, é muito importante deixar estes papéis separados.
4) O capital que tenho não é suficiente para abrir a empresa, devo recorrer a um banco para conseguir esse capital? (Pergunta enviada por Ricardo Net)
Resposta do Hélio: Ricardo, para inicio de um novo empreendimento, procure fazer um bom plano de negócio, e antes de ir a um banco, procure pessoas mais próximas que possam te ajudar neste período (família, amigos etc etc). No plano de negócio, verifique se o investimento não pode ser feito em fases, e com o retorno do negócio você pode custear as outras fases do investimento.

5) Eu já abri o meu negócio próprio. A minha dúvida é administrar, porque estou trabalhando há mais de um ano e não vejo o retorno do dinheiro. Não estou sabendo controla as entradas e as saídas. (Pergunta enviada por Fabiana Santos)
Resposta do Hélio: Fabiana, assim como na administração das contas familiares, vale a pena colocar em uma planilha os custos e as receitas, com isto você pode organizar duas ações: a) como aumentar a receita b) como cortar custos. Verifique se realmente todos os custos são necessários para o negócio, seja bem crítica e criteriosa. Outra possibilidade é obter condições melhores de compra e financiamento; se pagar à vista, negocie um desconto. Comprando em escala pode-se ter uma redução de valores.

6) Olá, faz uma semana que abri uma cafeteria. Gostaria de saber qual o prazo mínimo para pelo menos, a casa estar pagando as contas básicas? Eu tenho um diferencial muito importante comparando com meus concorrentes que são: qualidade, forma de atendimento, exibição dos produtos, higiene, wi-fi... Sei que demora um pouco para fidelizar a clientela. Mas nos dias de hoje, qual é a melhor estratégia para fazer uma boa publicidade? Fiz panfletos, mas não estou vendo resultado. (Pergunta enviada por Elisabete Honda)
Resposta do Hélio: É importante você ter um plano de negócios para poder acompanhar os resultados entre o planejado versus o realizado. Crie uma planilha projetando de 24 a 36 meses de receitas mensais (volume de produtos vendidos, valores de cada produto), de impostos a serem pagos, e despesas mensais: insumos da cafeteria, folha de pagamento, custos gerais (aluguel, água, luz entre outros). Com esta projeção você  verificará qual o tempo necessário para operar no azul,  qual o capital necessário a ser investido para manter o funcionamento da cafeteria.
Para este segmento de negócio, na minha opinião, a melhor forma de divulgação é a propaganda boca a boca, bons produtos e serviços, cuidado no atendimento e local limpo e agradável. Eu frequentaria.

7) Gostaria de saber a lista de todos os impostos que estão vinculados a uma pequena ou micro empresa, quais as caracteristicas de cada um, datas de vencimento e se é possivel administrá-los sem a contratação de um contador para isto. (Pergunta enviada por Raul Filho, do Rio de Janeiro, RJ)
Resposta do Rodrigo: Taí um assunto chato. Mas tem PIS/Cofins, Imposto Sobre Serviços (ISS), Imposto de Renda e vários outros. De forma direta: não dá para fazer sem contador até pq precisa ser contador para assinar balanços e outras atividades.

8)  Acabo de abrir uma pequena empresa de manutenção industrial voltada ao setor sucroalcoleiro. Este setor é o de maior expressão nesta região. Durante três meses do ano o setor necessita muito destes serviços, durante os outros meses praticamente não existe necessidade. Para cortar gastos tenho feito praticamente tudo dentro da empresa, meus gastos principais estão relacionados às visitas nas usinas. Tenho experiência técnica estou trabalhando com valores abaixo do mercado, mas estou encontrando muitas dificuldades para entrar neste mercado, e não consigo pensar em algo paralelo. (Pergunta enviada por Arisvaldo Azevedo) 
Resposta do Rodrigo:  Você está em um negócio sazonal. E pelo o que pude entender, você tem forte demanda por apenas três meses do ano e depois, fica meio paradão. E você está em um segmento de manutenção industrial, imagino, de equipamentos. Em vez de buscar mais redução de custos, sugiro que você capacite seus técnicos para que sua empresa possa dar manutenção a outros segmentos, completando o ano.

Um exemplo: tem empresa que presta serviço de manutenção de ar condicionado, certo? Eles vendem muito no verão. Chega no inverno, as vendas despencam. Sabe o que eles fazem? Dão manutenção também a outras coisas, como geladeiras, fogões, freezers etc. Assim, passam a ter trabalho o ano todo!
G1 - SP

Brasil atinge marca de 1,8 milhão de empreendedores individuais

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O Brasil atingiu a marca de 1,81 milhão de empreendedores individuais cadastrados, informou o Ministério da Previdência Social nesta quinta-feira (24). O programa do empreendedor individual, que unifica uma série de tributos para os microempreendedores, começou em julho de 2009. Um milhão de formalizações aconteceram nos útlimos 11 meses, visto que 800 mil empreendedores estavam formalizados no fim do ano passado.
Entre as ocupações dos empreendedores individuais estão doceira, pipoqueiro, borracheiro, barbeiro, artesão, carpinteiro, encanador, engraxate, jardineiro, jornaleiro, manicure, maquiadora e quitandeira. A lista completa tem mais de 400 ocupações.
O governo lembrou que, a partir do ano que vem, o trabalhador por conta própria que tiver faturamento bruto de até R$ 60 mil por ano poderá se cadastrar como empreendedor individual e ter acesso a benefícios da Previdência Social, como aposentadoria por idade, auxílio-doença e salário-maternidade, por exemplo.
“Nós acreditamos que vamos ter uma aceleração ainda maior na entrada de novos empreendedores individuais e já estamos pensando em estipular uma nova meta para 2012, uma vez que a meta anterior vai ser superada no inicio do ano, que era de dois milhões”, disse, em nota, o secretário de Políticas de Previdência Social, Leonardo Rolim.
Para se cadastrar como empreendedor individual, o trabalhador por conta própria deve se inscrever no Portal do Empreendedor na internet. A inscrição é rápida e gratuita e permite ao empreendedor obter o número de CNPJ.
O empreendedor individual cadastrado paga 5% sobre o salário mínimo (R$ 27,25) mais R$ 1 de ICMS para o estado caso trabalhe em atividades ligadas à indústria e ao comércio e R$ 5 de ISS para o município, caso atue como prestador de serviço. O custo máximo de formalização para quem realiza atividade mista é de R$ 33,25 por mês.
G1 -  Brasília

Games - Escola em SP ensina jovens a empreender no setor

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Jovens sonham em trabalhar na criação de games, uma área de grande destaque no mundo todo. Em São Paulo, eles já contam com uma escola especializada para empreender neste mercado.

Na escola, o cenário assusta: monstros, dragões, múmias. Mas é tudo muito divertido. É um curso de entretenimento digital - uma área que promete agitar o mercado nos próximos anos. Na aula, os alunos aprendem a fazer games em três dimensões. “Uma escola como é essa é perfeita, é o que eu gosto, o pessoal daqui é bacana, é um ambiente gostoso”, diz o aluno Ricardo Mendes.

O empresário Roberto Alves começou o negócio em 2003, com um investimento de R$ 400 mil. Ele comprou computadores, reformou o espaço e contratou os professores. No início, era só uma escola de informática. Depois mudou de rumo, e entrou no mercado digital.

“A indústria de entretenimento no Brasil vem crescendo muito e a gente observou que tem muitos jovens empreendedores no país que querem uma oportunidade mas não sabem por onde começar, e foi ai que a gente entrou nessa linha exatamente para poder abrir esses horizontes para os nossos jovens brasileiros”, diz Alves.

Mas quem quer desenvolver games não começa direto no computador. Primeiro, tem que aprender desenho e escultura. “A escultura serve como referência para fazer o 3D, porque a partir de agora você tem vários ângulos para poder olhar e num desenho você não teria uma facilidade tão grande. A escultura você põe do lado do computador e consegue servir de referência para produzir o 3D”, explica o professor Rogério Félix.

O mercado de desenvolvimento de games está em plena expansão. Os negócios do setor movimentam cerca de R$ 100 milhões por ano no Brasil, segundo a Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Games, a Abragames.

“É um mercado que aqui no Brasil está crescendo muito. Crescendo cada vez mais. A gente tem visto cada vez mais iniciativas e mais empresas novas aparecendo”, afirma Fernando Chamis, diretor da Abragames.

Curso
O curso de games dura dois anos e custa R$ 450 por mês. A escola tem hoje 4.500 alunos em seis unidades. Um sócio da empresa, Alessandro Bonfim, busca a experiência norte-americana para montar uma escola internacional de arte digital aqui no Brasil.

"Essa parceria é a abertura da primeira escola internacional que vai preparar profissionais do mercado de games, cinema, animação, publicidade no Brasil não só para o mercado brasileiro, mas para o mercado internacional. É um marco que vai revolucionar nossa indústria”, diz.

Com a parceria, a escola espera dobrar o número de alunos em dois anos. Muitos deles já entram pensando em fazer da paixão por games grandes negócios. “O grupo já tem algumas idéias. Umas três, quatro idéias para ir para projetos. A gente está querendo fazer isso mais sério, fazer virar um estúdio”, diz o aluno Ricardo Mendes.

O mercado abre um leque de oportunidades para novos talentos. “O mercado não é só para videogames, ele se destrincha em várias áreas. Uma empresa pode começar desenvolvendo para móbile, desenvolvendo redes sociais, desenvolvendo para internet, desenvolvendo jogos para publicidade, jogos para treinamento. Isso é o que eu mais gosto do mercado: você pode escolher um nicho e focar, se especializar”, sugere Chamis, da associação do setor.

PEGN TV - G1

Mendonça Filho apresenta projeto para reduzir preço da passagem de ônibus

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O deputado federal Mendonça Filho (PE) apresentou nesta quinta-feira (17) projeto de lei para baixar o preço das passagens de ônibus reduzindo a 0% as alíquotas das Contribuições Sociais para o Pis/Pasep e Cofins incidentes sobre as receitas da atividade de transporte municipal local. “Infelizmente o Brasil pratica uma política inversa a de outros países em relação ao transporte público. A redução de impostos diminui os custos e repercute diretamente no preço que a população e, principalmente, o trabalhador, vai pagar”, justificou Mendonça.
Segundo o deputado, o acesso e a qualidade do transporte público tem de entrar na pauta política do País, que hoje vive problemas sérios de locomoção e de trânsito congestionado nas suas principais cidades. “Os investimentos em linhas de metrô nos grandes centros urbanos têm se mostrado insuficientes para atender às demandas da sociedade, de forma que um estímulo ao transporte coletivo urbano no âmbito dos municípios revela-se uma medida necessária”, afirmou, destacando a necessidade de políticas públicas para reduzir tarifa e melhorar a qualidade do serviço e desafogar o trânsito.
Em 2006 quando foi governador de Pernambuco, Mendonça Filho reduziu em 50% (de 17% para 8,5%) a alíquota de ICMS sobre o óleo diesel para as empresas de transporte coletivo da região metropolitana. Na época, o Governo do Estado abriu mão de R$ 1,2 milhão/mês para beneficiar cerca de 1,5 milhão de pessoas por dia. “A desoneração tarifária com medidas a serem adotadas pelos municípios, Estados e União é uma discussão que deve mobilizar gestores públicos, usuários e toda a sociedade”, afirmou Mendonça, lembrando que estudos indicam alto índice de pessoas, entre os quais trabalhadores e estudantes, que não têm acesso ao transporte coletivo por incapacidade de pagamento da tarifa.
DEM

Aécio Neves: “Dilma é refém de um governo de cooptação”

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Em 2010, Aécio Neves tinha altos índices de popularidade depois de dois mandatos como governador de Minas Gerais e poderia postular a candidatura à Presidência da República pelo PSDB. Mas não quis entrar numa disputa interna e cedeu a vez ao então governador de São Paulo, José Serra. Serra ainda parece alimentar a pretensão de voltar a concorrer ao Planalto. Mas agora quem tem maioria no partido é Aécio. Entronizou aliados nos principais postos da direção partidária e comanda a reorganização do PSDB. Depois de um início de mandato relativamente discreto no Congresso, onde o governo conta com maioria avassaladora, Aécio, aos poucos, tem aumentado o tom das críticas ao governo Dilma. Na semana passada, ele deu entrevista a ÉPOCA e declarou o seguinte:

“O PSDB passou por uma reorganização em sua direção e agora inicia um processo de debates com a sociedade. Realizou um grande seminário, com a participação de figuras que não são do partido, e deu a largada na discussão de temas que permitirão um antagonismo com o governo. Não me surpreende a popularidade da presidente Dilma. É natural, no primeiro ano de governo, que o protagonismo da cena política seja da presidente. Ela tem boas intenções. Mas é refém do que lá atrás se chamou de coalizão, mas não passa de um governo de cooptação. O governo do PT abdicou de um projeto de país para se dedicar a ficar no poder. O tempo está passando e não há nenhuma inovação em nenhuma área. A oposição chegará altamente competitiva em 2014, porque esse modelo de go-vernar pela cooptação, estabelecido pelo PT, vai se exaurir.

Não sou candidato, não ajo como candidato. Sou lembrado por alguns companheiros do partido, mas falar em nomes agora seria um equívoco estratégico enorme. O PSDB precisa antes voltar a dizer ao país o que pensamos. No momento adequado, vamos ter novos aliados, porque o modelo do PT vai chegar ao final de 12 anos sem enfrentar nenhum grande contencioso do país. Eles tocaram a coisa conforme a maré permitia, e isso vai gerar cansaço. O mandato da presidente Dilma não vai ser nenhuma grande tragédia, mas ela é responsável pela formação de seu governo, pela incapacidade de tomar iniciativas, pela falência da infraestrutura no Brasil, pela má qualidade da saúde. Esse é um governo reativo, sem a dimensão necessária para produzir um futuro diferente para o Brasil – e que passou o ano reagindo às crises que surgiram. O malfeito só é malfeito quando vira escândalo.

Estamos buscando identificar temas que criarão contraponto ao imobilismo do PT. Vamos ao principal.
- Fala-se muito do combate à pobreza como a grande marca do governo. Mas não se combate a pobreza só com um programa de distribuição de renda.
- O governo se contenta em administrar a pobreza em vez de fazer a transição real dos pobres para uma situação de melhor bem-estar.
- Isso ocorre porque o governo não enfrenta a questão de qualificação da educação como deveria.

O Bolsa Família é essencial e está incorporado à realidade econômica e social do país. Mas você não vai tirar ninguém da pobreza dando o Bolsa Família. Quando o governo comemora não sei quantos milhões de pessoas no Bolsa Família, isso não deveria ser motivo de comemoração. A comemoração deveria ocorrer se o governo dissesse: neste ano nós vamos ter 2 milhões a menos de famílias necessitadas de receber o Bolsa Família, porque o governo deu a elas qualificação, acesso a emprego de qualidade e meios de construir seu destino.

Procuramos resgatar algumas figuras que tiveram papel essencial nas reais transformações do Brasil. O maior programa de transferência de renda que nossa geração assistiu não é o Bolsa Família, mas o Plano Real, que tirou dezenas de milhões de famílias do flagelo da inflação.

Administramos metade da população do país, e essa questão não existe nos Estados onde vencemos as eleições. Em Minas Gerais, ganhamos em todas as regiões mais pobres porque fizemos inclusão, melhoramos a qualidade da saúde, investimos em infraestrutura e reduzimos a criminalidade. Mostrar os bons exemplos de nossas ações é uma forma de mostrar que não somos populistas, mas administramos bem e com resultados sociais vigorosos.

Tenho uma relação pessoal antiga com o Eduardo (Campos, governador de Pernambuco e líder nacional do PSB). Em determinado momento, ele trouxe um convite do avô dele, Miguel Arraes, para que eu me filiasse e fosse candidato pelo PSB. Acredito que possa ocorrer um encontro natural. Hoje, o PSB tem compromisso com o governo, mas haverá nos Estados uma movimentação natural para que setores do PSB e de outros partidos estejam próximos a nós. Chegaremos a 2014 robustos para disputar as eleições, até porque nas eleições municipais faremos muitas alianças com partidos que estão na base de apoio da presidente Dilma. E muitas dessas alianças serão contra candidatos do PT.

Tenho grande carinho pelo Ciro, mas confesso que não tive oportunidade de ler a entrevista dele (risos). Não vejo isso como um ataque a mim.

Confio na liderança do governador Geraldo Alckmin, do ex-governador José Serra, que seria líder nas pesquisas hoje se fosse candidato, do senador Aloysio Nunes Ferreira. O PSDB encontrará uma equação positiva, com chances de vencer as eleições. Acho muito importante que o PSDB tenha candidatura em São Paulo.

O Serra tem as qualidades para postular qualquer candidatura. Na hora certa, o partido decidirá. Política é a arte de ad-ministrar o tempo. Você não pode antecipar excessivamente nem perder o tempo de determinadas decisões. Acho que 2013 será o momento adequado de definirmos o candidato, e sou um defensor das prévias. O candidato não será aquele que mais quer ser. Será quem tem melhores condições de vitória e de alianças.

Abrir mão de defender nosso legado foi o maior dos equívocos do PSDB. Não teria existido o governo do presidente Lula se não tivesse existido o governo do presidente Itamar e do presidente Fernando Henrique, com a estabilidade econômica, a modernização da economia, a construção dos pressupostos de metas da inflação, superavit primário, câmbio flutuante. Essa foi a bendita herança para o governo do PT. E abdicamos de disputar isso. Quando eu era presidente da Câmara, o PT lutou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. E hoje, mais de 60% da população, numa pesquisa que nós mesmos fizemos, acha que quem fez a Lei de Responsabilidade Fiscal foi o PT.

No que depender de mim, com papel de destaque. O PSDB subestimou a capacidade de influência do presidente Fernando Henrique. Não falo de capacidade eleitoral, mas de debater os grandes temas com a autoridade de quem é uma das figuras brasileiras mais respeitadas.

Tive a oportunidade de dizer a ele que discordo. É bom que o tema esteja em discussão, sem preconceitos. Mas não conheço nenhuma experiência no mundo em que isso tenha ocorrido e tenha significado redução no consumo da droga.

A religião teve um espaço demasiado na campanha. Isso leva a radicalizações e impede que as questões centrais que mexem na vida das pessoas tenham um espaço necessário. Sou a favor da manutenção da atual legislação do aborto.

Votei na Comissão de Constituição e Justiça pelo endurecimento da lei (seca). Estamos aplicando-a em Minas, com resultados muito positivos. Esse episódio já foi explicado. Há sempre a exploração política, mas a gente tem de se preparar para ver isso com naturalidade.

Posso dizer o que estou lendo agora: A saga brasileira, que recebi com uma dedicatória especial de minha ilustre conterrânea Miriam Leitão. Permite a uma nova geração de brasileiros compreender o que foi o período inflacionário."

GUILHERME EVELIN - Época

Oposição quer explicações de Dilma sobre Trabalho

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Diante da nova revelação de VEJA sobre o esquema de cobrança de propina no Ministério do Trabalho, líderes da oposição no Congresso prometem cobrar da presidente da República informações a respeito do caso, já que o Planalto foi avisado ainda em fevereiro sobre o episódio.
 
A reportagem mostra como o sindicalista Irmar Silva Batista foi vítima de uma tentativa de extorsão quando tentou regularizar a situação de sua entidade no Ministério do Trabalho. Ele tentava criar o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sirvesp). Em 2008, o então secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio de Medeiros, o apresentou a um assessor, Eudes Carneiro, para tratar do assunto. Eudes pediu 1 milhão de reais para liberar o registro. O pedido foi negado. Em fevereiro deste ano, Irmar relatou o caso por email à presidente Dilma Rousseff e ao secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
 
Os oposicionistas dizem que a reportagem aprofunda a crise no Ministério do Trabalho. "Volto a repetir. Isso é o resultado do pós-mensalão. Os ministérios são doados aos partidos sem critérios de qualificação técnica, sem metas, sem resultados. E cada um transforma o ministério em seu ministério pessoal", diz o líder tucano na Câmara, Duarte Nogueira (SP). "É crime de responsabilidaede. A presidente nao poderia fazer vistas grossas a essa denúncia, que não é anônima", diz o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR). O parlamentar diz ainda que os novos fatos ajudam a sepultar a imagem da presidente faxineira: "Ela tem sido, desde o primeiro momento, advogada de defesa de todos os ministros denunciados. Uma advogada malsucedida, porque ao final perde a causa."
 
O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), diz que o partido vai cobrar uma resposta do Planalto sobre o episódio: "Vamos buscar todos os meios. Cabe a ela o dever de responder". Para ele, a permanência de Carlos Lupi no cargo só pode ser explicada por algum interesse oculto: "Essa insistência começa a dar a inmpressao de que tem algo entre a presidente e o ministro que não pode ser esclarecido", diz Bueno. 
 
Enquanto isso, o DEM vai tentar trazer Lupi de volta à Câmara para falar sobre o novo escândalo. Já há um convite aprovado para o ministro na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. Agora, o líder da bancada, ACM Neto (BA), vai tentar fazer com que o ministro compareça à Casa já na próxima semana, na terça ou na quarta-feira.
 
Crise - O ministro Carlos Lupi está na berlinda desde que VEJA revelou a cobrança de propina dentro da pasta, em um esquema comandado por assessores diretos do ministro. Lupi também foi pego mentindo: depois de negar ter viajado em um jato custeado por Adair Meira, comandante de entidades que mantém contratos suspeitos com o ministério, ele teve que recuar. VEJA mostrou imagens em vídeo da viagem que Lupi jurara não ter feito.

Gabriel Castro - Veja